sexta-feira, 17 de março de 2023

VIVENDO A COSMOVISÃO KOKAMA EM TABATINGA-AM

A Cultura Milenar Ancestral tradicional do Povo Indígena Kokama é marcada por conhecimentos secretos, ocultos e cheias de mistérios.
Todos os povos indígenas no Brasil são diferentes, por isso são chamados povos, vários povos, várias línguas, várias cosmovisões, nenhum desses povos são iguais ou parecidos ou mesmos costumes, isso chamamos de propriedade intelectual e não podemos copiar nada de outros povos.
Por isso na cultura milenar secreta do povo Kokamos usamos cataua, ayahuasca, coca, tabaco, toé, Shacrona, Veneno de sapo, água florida, creolina, camalonga, óleos de jacarés, óleos de peixes, óleos de cobras, óleo de onça, óleo de boto, óleo de diversos vegetais, animais e frutas, tudo de forma Kokama de ser.
Todo esses conhecimentos são usados por outras povos mais nunca na fórmula kokama de preparar, pois todos preparo é icarado na língua kokama e as misturas e tempo de cozimento de outros povos indígenas não são iguais aos nossos. Não vendemos essas informações secretas e nem compartilhamos esses secretos as universidades ou pesquisadores ou e empresas. Esses segredos não têm preço. Não negociamos e não vendemos.
Hoje dia 4 de março de 2023, na cidade de Tabatinga-AM foi realizado o ritual Milenar de consagração, coroação (cocarção) de dois novos Médicos Tradicionais (Rutsarin e Kuan) e de uma liderança com cargo se segundo Cacique da nova Aldeia Pirajui em Manaus, o segundo Cacique Euriku.
Foi momento de muita energia Ancestral, espiritual e medicinal sideral como o Supremo Criador nos tem ensinado. Tendo presença honrosa da Presidente da Federação Kokama Glades, Reitora da Escola de Pajé taita Maria, lideranças da Federação Kokama, da OGCCIPK e do Movimento Social do Patriarcado Cacicado Geral do Povo Indígena Kokama do Brasil-MPKK.
Ter essa oportunidade de participar como participavam nossos líderes a Milhões de anos em rituais de coroação na base tradicional é para poucos, pois em muitos lugares já perderam a tradição, nossa língua é nossos costumes milenares e estar presente com quem vive na cultura kokama é momento marcante que marca a vida para sempre.
Só os presentes sabem o que ocorre no ritual Milenar de conecção com nossos Ancestrais para poder ajudar os vivos a luta da busca de fias melhores ao povo kokama até a gente encontrar as terras sem males. Dançamos, purgamos, cantamos tudo ja forma milenar sabendo como é. Os kokama de verdade sabe quem é de mentira! Parabens aos diplomados!!!
"Tana Kukamɨe".
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®TODOS OS DIREITOS RESERVADOS A FAMÍLIA SAMIAS E AO PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO INDÍGENA KOKAMA DO BRASIL EDNEY SAMIAS.
PROIBIDA A REPRODUÇÃO SEM AUTORIZAÇÃO.
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SIGNIFICADO DA PALAVRA KOKAMA

A palavra "Kokama" na nossa língua materna chamamos "Kukamɨe". Que significa literalmente "descendente da coca".
No Brasil a planta de coca é criminalizada.
Ter um pé de coca aos nossos Médicos Tradicionais no Brasil é impossível porque a planta foi criminalizada.
Temos que preparar nossa coca na Colômbia ou no Peru, onde existe coca de forma responsável e Tradicionais nas Aldeias.
Uma pena que no Brasil não respeitaram nossa essência de ser indígena Kokama, que era usar a coca em tudo. Consumir coca não vicia e não mata, pois coca não é cocaína.
Querem proibir a coca na Colômbia e no Peru assim como os brancos conseguiram destruir a planta da vida do povo Kokama.
Não somos traficantes, a coca é para cura, nossos médicos quando consumiam coca viviam até mais de cem anos. Hoje tempos poucos médicos Tradicionais que consome coca e tabaco todos os dias.
Espero que num futuro proximos nossa planta coca seja respeitada e volte a ser usada diariamente na casa do Kokama. Sonhar nunca é tarde!!!
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GUARDA INDÍGENA KOKAMA - GUERREIROS E GUERREIRAS MILENARES

A Guarda indígena Kokama, é um órgão de segurança da Federação Kokama com obediência a OGCCIPK, TWRK E MPKK.
SUA MISSAO É PROTEGER O POVO KOKAMA E GUARDAR OS TERRITORIO DAS TERRAS DEMARCADAS.
Depois da nossa nova história Kokama, o primeiro COMANDANTE SUPERIOR DA GUARDA INDÍGENA KOKAMA DO BRASIL FOI O PROFESSOR GUILHERME PADILHA SAMIAS, TENDO COMO SUCESSOR O VIGILANTE ALLAN VIRGILIO COMO O ATUAL COMANDANTE SUPERIOR DA PASTA.
A V assembleias geral esse ano de 2023 na cidade São Paulo de Olivença os Guardas das Aldeias Kokama de todo o Brasil estarão reunidos para treinar, se organizar e cuidar do evento.
São guerreiros e guerreiras milenares do povo Kokama disposto a dar vida para proteger os mais fracos e o meio ambiente.
Grafismo: Guarda Kokama montada a cavalo.
Arma 01: Grafismo da visão de frente (perfil) do bastão de Guerra do Guerreiro Kokama.
Arma 02: Grafismo da arma de punho feito de madeira do Guerreiro Kokama.
#GuardaIndigena #GuardiaIndigena
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ESCOLA SUPERIOR DE MEDICINA TRADICIONAL MILENAR DO POVO KOKAMA

A Escola Superior de Medicina Tradicional do povo indígena Kokama é órgão autônomo da Federação Kokama.
Órgão milenar Tradicional que foi institucionalizado "ad referendum" pela Federação Kokama.
Depois da nova luta o primeiro Reitor da Escola de Pajé se chamava Taita Rener Moreno Kokama agora tendo como sucessora a Taita Maria Estrella a nova Superiora da Escola de Pajé.
Onde são as guardiãs e guardiões da medicina tradicional milenar oculta e secreta do povo Kokama.
O pajé usa cocar com pena de águia ou gavião, não pode usar outros tipos de penas. Ainda usa colar com dente de onça, não pode usar outros tipos de dentes de animais.
#ayahuasca #medicinakokama
Grafismo da borda da túnica do Médico Tradicional Kokama (Pajé).
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SIMBOLO MAXIMO DO POVO KOKAMA

Esse é o símbolo máximo do povo Kokama do Brasil.
É a bandeira dos Movimentos Indígenas Kokama do Brasil.
NÃO USAMOS COMO SIMBOLO O COCAR DEVIDO O COCAR SER UMA COROA.
USAMOS A ARMA DO CACIQUE CRUZETA DE MADEIRA COM LÂMINAS CORTANTES E PONTIAGUDAS.
O símbolo está presente no escudo da Federação, no escudo do Movimento Social do Patriarcado Cacicado Geral e nos escudos de muitas aldeias Kokama no Brasil.
#Kukamɨe
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Na governança Kokama temos o Cacique de Aldeia e o Cacique Geral de Municipio

Em português o nome de nossa etnia é KOKAMA, em espanhol é KUKAMA, e em KOKAMA é KUKAMɨE (pronuncia CUCAME).
Em português o nome do líder da aldeia é CACIQUE, em espanhol Curaca e em Kokama MAY+URU (mazuru).
Em português no nome do líder municipal é CACIQUE GERAL, em espanhol CURACA GENERAL, e em Kokama KANA MAY+URU (cana mazuru).
O Cacique geral é eleito entre os caciques das aldeias de um município. Na cultura Kokama cada município deve ter um Cacique geral.
O Cacique geral não tem aldeia. Ele é o assessor de todos os caciques de seu município. Ele deve ir na aldeias para ouvir as demanda das aldeia e repassar as autoridades maiores que são a OGCCIPK, TWRK e MPKK para ser encaminhadas aos órgãos competentes.
Somos um grande Movimento de trabalho diferente dos outros povos indígenas. Somos um povo milenar.
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A tradição milenar do Povo Kokama - Cosmovisão

Existem muitos Kokama espalhados pelo mundo, mas mais de 98,9% já não sabe mais o que é a Cosmovisão, a medicina, a língua materna, os icaros, as arcanas tradicionais, os amuletos tradicionais, os óleos tradicionais, os perfumes tradicionais, as 44 nações, os 44 grafismos das nações, os grafismos tradicionais, as lendas, a origem, os instrumentos musicais, os instrumentos medicinais tradicionais, as danças, os jogos tradicionais, as cerâmicas, as lutas de combates, as armas tradicionais, as roupas, os colares tradicionais, os tipos de cocares (Cacique usa pena de Arara, Pajé usa pena de águia, Músico usa pena de garça e Guerreiros e moradores usam cocar sem penas).
Sendo 99% dos kokama atuais nunca participaram de um ritual kokama de coca, de Ayahuasca, de cataua, de toé, de shacrona, de camalonga, de tabaco, de veneno de sapo, entre outros rituais secretos milenares.
Já não respeitam a tradição e nem suas histórias.
Mas aguardamos em paz que uma hora as coisas se consertam e se alinham!
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O nome do indígena Kokama

Somos um povo muito antigo na face da Terra. Temos ligação muito forte com a natureza em tudo. Acreditamos que fazemos o equilíbrio da Terra com nossa medicina tradicional indígena Kokama, pois somos coca. O povo indígena Kokama não usa nome de animais, plantas, constelações, coisas da natureza em seu nome, apesar de alguns nomes terem significados. Usamos arcanas que são coisas da natureza, mas essas arcanas não podem ser divulgadas, é um nome pessoal e familiar que fica em segredo, uma proteção. Em relação aos nomes dos Kokama, por exemplo, a palavra Maria em kokama significa "oração", então quando alguém tem nome de Maria em português, em Kokama também é o mesmo, não muda. Os nomes em kokama são tão antigos que por exemplos, Pedro em Kokama é Pitru [piru], Miguel é Mijiri, João é Kuan, Manuel é Manuiri, Marcos é Marku, Lucas é Ruka, Guilherme é Wirimi, Jorge é Kurke, José é Kutse, Rosa é Rutsa, Vitoria é Wituria, Vicente é Witsinti, Glades é Kratiri, assim sucessivamente. Muitos nomes que existe na língua kokama não muda na tradução, Ana, Rute, Rita, entre outros ficam iguais como no português, porque essas palavras existe na língua Kokama. O problema é que muitos não sabem a origem Kokama e inventam coisas de outros povos indígenas, como no caso, quando as pessoas vão a FUNAI e eles perguntam o nome indigena e aí os que entendem a cultura fala isso, o servidor não entende e fala, "não, isso não é nome de indígena, deve ser nome de animal ou coisa da natureza na língua vocês", ou seja, o servidor na sabe nossa cultura Kokama e tentar impor o que ele acha que é costumes indígena. Cada povos indígenas tem jeito próprio de se identificarem, não somos iguais. Outra coisa, não pintamos atoa de jenipapo a nossa pela, tem sentido muito perigoso espiritual, pois se pintar no corpo é um entrega sem volta, é uma despedida em tempos de guerra ou rituais de iniciação, não se pinta atoa, mas em alguns lugares vemos Kokama que já perderam os conhecimentos pintando o corpo ou o rosto sem saber o significado, procure se informar conosco que vivemos a tradição e não perdemos os conhecimentos ainda. Não copiamos nada de outros povos, são costumes somente de Kokama. Pintamos o grafismo de nossas nações em nossas roupas, kokama não era um índio que andava nu, por isso não se pinta no corpo sem sentido, viola o ancestral, magoa os espíritos. A moça kokama virgem pinta o rosto com símbolo da virgindade, para os homens respeitarem sua inocência, a mulher viúva pinta o rosto para saber que está viúva, a primeira menstruação pinta todo o corpo de jenipapo e de peito para cima de urucum para entrar no ritual de iniciação, tem todo um sentido sagrado, não é atoa. Quer se pintar, deve ter motivo de conhecimentos e não sem saber o que está fazendo. Grafismo se pinta na roupa, pinta o grafismo de sua nação Kokama, que cada kokama tem o seu. Venha conhecer seu eu verdadeiro com o movimento Kokama de base, na Federação Kokama, na OGCCIPK ou no Patriarcado. Aqui vivemos e guardamos a cultura milenar.
Foto: Sérgio - MPF, 2023.
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A VIDA DO PATRIARCA CACIQUE GERAL JOPHIEL GUILHERME MARICAUA SAMIAS KOKAMA

JOPHIEL GUILHERME MARICAUA SAMIAS KOKAMA.
(03/09/2022 - atual)
Nome indígena: Kuwiri Wirimi.
Nação: Marikawa/Tsamia.
Formação: ainda é uma criança.
Cargo Tradicional: Futuro Patriarca Cacique Geral do Povo Kokama - será o Sucessor do Patriarca Cacique Geral Edney da Cunha Samias.
"O peso da responsabilidade de continuar viva os conhecimentos milenares do povo Kokama".
Crédito da foto: ANA SUELLY ARRUDA CAMARA CABRAL, 2023.
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A VIDA DO PATRIARCA CACIQUE GERAL EDNEY DA CUNHA SAMIAS

EDNEY DA CUNHA SAMIAS
(19/06/1981 - ATUAL)
Nome indígena: ITINEI.
Nação: TSAMIA.
Natural: Aldeia Sapotal – Benjamin Constant-AM.
Nascido em: 19 de junho de 1981.
Filho de Guilherme Padilha Samias e de Maria de Fátima Cordeiro da Cunha.
Formação: Licenciatura Plena em Geografia - UEA; Licenciatura em Educação Física - UEA; Bacharelado em Educação Física - UEA.
Cargo Tradicional: PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO KOKAMA, SUCESSOR DO PATRIARCA CACIQUE GERAL FRANCISCO GUERRA SAMIAS.
Construindo a História da luta atual do Movimento Indígena do Povo Kokama do Brasil. Realizando Cursos de Formação dos Professores indígenas Kokama da língua materna em todo o Estado do Amazonas no Brasil e Departamento del Amazonas na Colombia. Reuniu todos os falantes maternos ainda vivos, com os Professores Kokama e lideranças da OGCCIPK, FEDERAÇÃO KOKAMA E MOVIMENTO DO PATRIARCADO CACICADO GERAL DO POVO INDÍGENA KOKAMA DO BRASIL NA ALDEIA SÃO GABRIEL EM SANTO ANTONIO DO IÇÁ para aprovar a primeira Cartilha Kokama das séries inciais até o nono ano da Educação Básica e aprovação do primeiro ALFABETO KOKAMA DO BRASIL.
Crédito da foto: ANA SUELLY ARRUDA CAMARA CABRAL, 2023.
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A VIDA DO PATRIARCA CACIQUE GERAL FRANCISCO GUERRA SAMIAS

FRANCISCO GUERRA SAMIAS
(15/07/1954 - 20/03/2015)
Nome indígena: Wrantsitsku.
Nação: Tsamia/Tsamia.
Natural: Aldeia Sapotal – Benjamin Constant-AM.
Nascido em: 15/07/1954
Filho de Antônio Januário Samias e de Alicia Helena Guerra.
Formação: Professor Rural – CAMPUS AVANÇADO – UFRS; Pedagogia Intercultural – OGPTB.
Cargo Tradicional: PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO KOKAMA, SUCESSOR DO PATRIARCA CACIQUE GERAL ANTONIO JANUARIO SAMIAS.
Nos idos da década de 1980 teve a visita da pesquisadora de Doutorado em linguística Ana Suelly Arruda Camara Cabral – UnB que foi a primeira pesquisadora da língua Kokama no Brasil, viveu dois anos entre os Kokama da terra sagrada de Sapotal.
A primeira organização que fazia referencia ao Povo Kokama foi COIAMA, mas foi criada por pessoas brancas. Com esse aprendizado o povo Kokama decidiu buscar autonomia. E Francisco Guerra Samias foi fundador e idealizador de todas as primeiras e maiorias das entidades civis indígena Kokama jurídicas comandadas por indígenas Kokama, com apoio de todo o povo Kokama, apoio das lideranças antigas (BENJAMIN SAMIAS, ANTONIO JANUARIO SAMIAS, FIRMINO CURICO, OTAVIO CURICO, ANTONIO CURICO, AUGUSTINHO SAMIAS, GUILHERME PADILHA SAMIAS, ERNOQUE DE SOUZA, IDELFONSO TANANTA, ANDRÉ JANUARIO SAMIAS, MARIA TANANTA CORDEIRO, ANGELINA JANUARIO SAMIAS, MARIA JANUARIO SAMIAS, CRISTOVÃO MACEDO, CARLOS GUERRA SILVANO, JACÓ CASTILHO, ELADIO CURICO, ELIVALDO DE SOUZA entre outros) e Capitães das aldeias de base do Alto Solimões.
E tendo como terra Sagrada por todos os Kokama do Brasil a Aldeia Sapotal. A primeira entidade Kokama feita por indígena Kokama e organizada no Brasil foi a ORGANIZAÇÃO GERAL DOS CACIQUES DAS COMUNIDADES INDÍGENA DO POVO COCAMA - OGCCIPC. Em seguida fundou a Associação dos Moradores Indígenas Kokama da Cidade de Tabatinga - AMIKCT, que quando ficou doente a associação foi assumida por pessoas sem compromisso coletivo.
Para corrigir o erro fundou a entidade civil indígena que foi a ASSOCIAÇÃO INDIGENA DOS CACIQUES DO POVO KOKAMA DO MUNICIPIO DE TABATINGA-AM - PTKRKTT. Fundou a aldeia Terra da Paz - Associação kokama na Comunidade Terra da Paz situado nas margens do Rio Takana, Ewaré I, sendo Terra demarcada aos indígenas.
Seu maior sonho era que os povos Kokama tivessem seus direitos respeitados (produção de livros, educação, jogos esportivo cultural kokama, saúde, habitação cultural, casa cultural em Tabatinga, etc.) e bem como a idealização da FEDERACAO INDIGENA DO POVO KUKAMɨE-KUKAMIRIA DO BRASIL, PERU E COLOMBIA - TWRK e do MOVIMENTO DO PATRIARCADO CACICADO GERAL DO POVO INDÍGENA KOKAMA DO BRASIL - MPKK.
Seu pai ANTONIO JANUARIO SAMIAS no leito de morte disse ao filho: “FRANCISCO SAMIAS, você será nosso novo PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO INDÍGENA KOKAMA, quando chegar perto da hora da sua partida você fará a mesma coisa, já te ensinei tudo que deveria saber sobre a cultura milenar de nosso povo Kokama e todos os nossos segredo, ensina ao seu sucessor tudo isso para que no futuro nosso povo possa resistir à discriminação”.
FRANCISCO GUERRA SAMIAS partiu para o plano ancestral em 20/03/2015 (falecido na cidade de Manaus) e deixou a confiança do Povo Kokama nas mãos de GLADES RODRIGUES RAMIRES como Presidente da Federação Indígena do Povo Kukamɨe-Kukamiria do Brasil, Peru e Colombia – TWRK e de EDNEY DA CUNHA SAMIAS, como seu sucessor liderança tradicional, o novo Patriarca Cacique Geral do Povo Kokama.
O então Patriarca Cacique Geral Francisco Guerra Samias teve o corpo enterrado na cidade de Tabatinga-AM, no Cemitério Municipal São Lazaro, onde recebe visitantes Kokama e curiosos de todo mundo que vem prestar condolências e acender vela para conversar com o nosso ente querido que esta no plano ancestral.
Crédito da foto: ANA SUELLY ARRUDA CAMARA CABRAL, 1985.
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A VIDA DO PATRIARCA CACIQUE GERAL ANTONIO JANUARIO SAMIAS

ANTONIO JANUARIO SAMIAS
(1932 – 1995)
Nome indígena: Antuniu.
Nação: Awanari/Tsamia.
Natural: Aldeia Sapotal – Benjamin Constant-AM.
Nascido em: 07 de outubro de 1932.
Filho de Benjamin Samias e de Sofia Januário.
Formação: Sem informação.
Cargo Tradicional: PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO KOKAMA, SUCESSOR DO PATRIARCA CACIQUE GERAL BENJAMIN SAMIAS.
No Brasil, até os anos 70, os Kokama foram considerados como extintos. Em 1983, Antônio Samias, liderança Kokama, se uniu com alguns capitães Ticuna, entrando em contato com os direitos dos povos indígenas e dos Kokama. Então Antônio Januário Samias e, seu filho, Francisco Guerra Samias começam a organizar os moradores de Sapotal - comunidade localizada no rio Solimões - em torno da discussão da identidade Kokama, fortalecendo uma organização dos Kokama na região. Este movimento incentivou muitos indivíduos e até comunidades inteiras, a assumir a identidade indígena e a lutar pelos respectivos direitos. Fonte: Despacho FUNAI nº 22 de 15/05/2008, disponível em: https://www.normasbrasil.com.br/norma/despacho-22-2008_69993.html, acessado em 22 de fevereiro de 2023.
Os pioneiros da luta Kokama no Brasil teve seu principal líder Antonio Januario Samias reconhecido através do Diário Oficial da União – Reconhecimento oficial do Governo Brasileiro, que os indígenas Kokama existiam no Brasil. Por isso atualmente temos OGCCIPK, TWRK E MPKK como herdeiros da luta dos pioneiros da revitalização do povo Kokama e da língua Kokama no Brasil.
Um elemento fundamental para a identificação indígena é o sobrenome que classifica a família quanto ao pertencimento à identidade Kokama, de acordo com Roberto Romero Rodrigues, cacique da comunidade. Alguns exemplos de sobrenomes reconhecidos como Kokama são: Narvais, Januário, Curico, Muraiari, Chota, Moçambite, Auanari, Pacaio, entre outros. Fonte: Despacho FUNAI nº 22 de 15/05/2008, disponível em: https://www.normasbrasil.com.br/norma/despacho-22-2008_69993.html, acessado em 22 de fevereiro de 2023.
Foi através desta citação que fomos aprofundando nas nações Kokama e ANTONIO JANUARIO SAMIAS antes de morrer afirmou a FRANCISCO GUERRA SAMIAS que somos 44 nações Kokama, deixou os nomes de cada um e seus respectivos grafismos de cada nação.
A primeira LUTA de resgate do povo indígena Kokama no Brasil foi iniciada por ANTONIO JANUARIO SAMIAS, com apoio de todo o povo Kokama que estavam com coragem de enfrentar a discriminação institucional que dizia que não exista mais Kokama no Brasil e perseguição da igreja católica na pessoa da italiana Irmã Felicidade que dizia que Kokama era no passado e que agora não eram mais indígenas, nessa época muita família fugiu para Manaus e para outros municípios e para área urbana de Tabatinga-AM com medo ou vergonha de serem chamado de índios.
Nessa época teve apoio das lideranças BENJAMIN SAMIAS, FIRMINO CURICO, OTAVIO CURICO, ANTONIO CURICO, AUGUSTINHO SAMIAS, ERNOQUE DE SOUZA, ANDRÉ JANUARIO SAMIAS, MARIA TANANTA CORDEIRO, ANGELINA JANUARIO SAMIAS, MARIA JANUARIO SAMIAS entre outros e Capitães das aldeias próximas de Sapotal como Jutimã, Tauarú, Sacambú e Bananal. E tendo como terra Sagrada por todos os Kokama do Brasil a Aldeia Sapotal.
Seu pai BENJAMIN SAMIAS no leito de morte disse ao filho: “ANTONIO SAMIAS, você será nosso novo PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO INDÍGENA KOKAMA, quando chegar perto da hora da sua partida você fará a mesma coisa, já te ensinei tudo que deveria saber sobre a medicina tradicional de nosso povo Kokama e todos os nossos segredo, ensina ao seu sucessor tudo isso que te ensinei para que no futuro nosso povo possa resistir e crescer”.
ANTONIO JANUARIO SAMIAS partiu para o plano ancestral em 1995 (falecido na cidade de Tabatinga) e deixou a confiança do Povo Kokama nas mãos de FRANCISCO GUERRA SAMIAS, como seu sucessor liderança tradicional, o novo Patriarca Cacique Geral do Povo Kokama. O então Patriarca Cacique Geral ANTONIO JANUARIO SAMIAS teve o corpo enterrado no Cemitério Municipal São Lazaro - Tabatinga-AM, onde recebe visitantes Kokama e curiosos de todo mundo que vem prestar condolências e acender vela para conversar com o nosso ente querido que esta no plano ancestral.
Crédito da foto: ANA SUELLY ARRUDA CAMARA CABRAL, 1985.
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A VIDA DO PATRIARCA CACIQUE GERAL BENJAMIN LAICATE SAMIAS

Benjamin Laicate Samias
(1907 - 1991)
Nome indígena: Pinkamin.
Nação: Yaikate/Tsamia.
Natural: Aldeia Sapotal – Benjamin Constant-AM.
Nascido em: 28/07/1907.
Filho de Antônio Samias e de Maria Januário Laicate.
Formação: Não informado.
Cargo Tradicional: PATRIARCA CACIQUE GERAL DO POVO KOKAMA, SUCESSOR DO PATRIARCA CACIQUE GERAL ANTONIO SAMIAS.
Nos anos de 1960 e 1970 o povo Kokama estavam escondidos e tinham medo de se identificarem como indígenas, nessa época o Cacique era chamados de Capitão. Nas aldeias não havia postos de saúde, não haviam médicos brancos e nem enfermeiros brancos, as pessoas procuram o Médico Tradicional Benjamin Laicate Samias, que curava as pessoas com conhecimentos milenares, fazia partos, fazia cirurgias espirituais, fazia arcanas para as crianças e ensinava a língua Kokama para os filhos, parentes e interessados. Todos os seus filhos são falantes maternos. Tendo como as maiores falantes da língua materna Kokama feminina do Brasil ainda vivas: ANGELINA SAMIAS E MARIA JANUÁRIO SAMIAS.
Quando chegavam as pessoas estranhas eles falavam em português para não serem discriminados. Muita gente procurava Benjamin Samias para serem curadas das mais diversas doenças da época. O medico tradicional Benjamin Samias era um grande Mestre Ayahuasqueiro e Mestre Cataueiro, curava com ayahuasca, cataua, tabaco, coca, toé, chacrona, veneno de sapo, diversas raízes e cascas de árvores.
Quando estava fazendo ritual de Ayahuasca ou ritual de Cataua pedia para todos na Aldeia ou estar onde ele estava fazendo o ritual ou ninguém poderia ficar andando a noite, pois poderia ser pego por um espírito ou poderia ficar doente.
Seu pai ANTONIO SAMIAS grande medico tradicional do povo Kokama ensinou todos os conhecimentos milenares ao filho BENJAMIN LAICATE SAMIAS, quando estava pronto disse: “Benjamin Samias você vai cuidar de nosso povo com nossa medicina poderosa, secreta e oculta, nossos espíritos vão estar sempre com você e sempre que precisa de ajuda é só chamar. Não existe nenhuma medicina na face da terra mais poderosa do que a nossa e o segredo do nosso poder estar em nossa língua”.
Benjamin Laicate Samias em vida passou todos os seus poderes das arcanas a Antonio Januário Samias porque estava como Capitão do Povo Kokama e precisaria da ajuda dos ancestrais e dos vivos para enfrentar o novo desafio do reconhecimento do povo Kokama no Brasil.
BENJAMIN LAICATE SAMIAS partiu para o plano ancestral em 1998, falecido na cidade de Tabatinga-AM no bairro Portobras e deixou a confiança do Povo Kokama nas mãos de seus descendentes, onde ensinou tudo que pode aos filhos mais velhos, sendo um dos grandes conhecedores da medicina tradicional Eliseu Samias e os conhecimentos mais ocultos deixou para Antonio Januario Samias, seu sucessor.
O então Patriarca Cacique Geral Benjamin Laicate Samias teve o corpo enterrado na cidade de Tabatinga-AM, no Cemitério Municipal São Lazaro, onde recebe visitantes que vem prestar condolências e acender vela para conversar com o nosso ente querido que esta no plano ancestral e aprender com os ancestrais.
Crédito da foto: Cabral, 1985.
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HISTÓRIA DO POVO KOKAMA DO BRASIL - PATRIARCAS CACIQUES GERAIS KOKAMA

A VIDA DOS PATRIARCAS CACIQUES GERAIS DO POVO INDÍGENA KOKAMA DO BRASIL
A história do povo Kokama é rica.
Os conhecimentos secretos e ocultos passado de geração em geração hoje está aberta a população envolvente e interessados.
A língua Kokama está viva.
A medicina tradicional milenar do povo Kokama está viva, onde a coca, o tabaco, o toé, a chacrona, a cataua, a ayahuasca e o veneno do sapo mantém forte os conhecimentos milenares para as futuras gerações.
Somos 44 nações Kokama e cada nação tem seu grafismo milenar próprio.
A cultura kokama é própria e única.
Somos Kokama, descendentes da coca desde o início da terra, na nossa língua falamos, Kukamɨe.
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